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Manipulação da Fertilidade


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A manipulação da fertilidade consiste na intervenção do Homem nos processos reprodutivos, que irão, consequentemente, incidir sobre o controlo da natalidade e problemas de fertilidade. Deste modo, as pessoas podem levar uma vida sexual segura, decidindo quando querem ter um filho.
A manipulação da fertilidade tem um papel importante e decisivo na sociedade, uma vez que intervém na qualidade de vida das populações através de procedimentos biotecnológicos que permitem controlar, manipular e intervir nos processos reprodutivos.


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Contracepção

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A Contracepção é a prevenção da gravidez e baseia-se na utilização de Métodos Contraceptivos. Actualmente, os métodos contraceptivos disponíveis são de variados tipos, embora todos eles actuem através de um dos mecanismos:
- Impedem a libertação de gâmetas a partir das gónadas;
- Impedem o encontro dos gâmetas;
- Impedem a implantação do embrião no endométrio uterino (nidação).



Os métodos contraceptivos podem se:
  • irreversíveis - destinam-se essencialmente a casais que não desejam ter mais filhos, uma vez que são praticamente irreversíveis. A sua eficácia é praticamente total. Exige uma intervenção cirúrgica que pode envolver anestesia geral ou local.
  • reversível - métodos que ao deixarem de ser utilizados permitem uma gravidez. Estes podem ser naturais ou não naturais.

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Métodos contraceptivos irreversíveis

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Laqueação das trompas (esterilização feminina): operação cirúrgica onde é feito um pequeno corte nas trompas de Falópio pa impedir o encontro entre os espermatozóides e o oócito II.




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Vasectomia (esterilização masculina): operação cirúrgica onde é feito um pequeno corte nos canais deferentes para evitar que o esperma expelido contenha espermatozóides.




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Métodos contraceptivos naturais

São métodos que se baseiam no conhecimento do período fértil da mulher (período durante o qual pode ocorrer a fecundação) e na abstenção de relações sexuais durante esse período. São menos eficazes que os métodos não naturais.


Método do calendário ou de Ogino


Este método tenta determinar o período fértil da mulher conhecendo a data da próxima menstruação. Este método é relativamente eficaz se a mulher for regular.
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Método de Billings ou do muco cervical
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Este método consiste numa observação regular do muco cervical.
O muco cervical (secreção normal produzida pelo colo do útero) torna-se mais abundante, mais líquido e mais transparente na altura da ovulação.
Devem evitar-se as relações sexuais desde o momento em que o mucose apresenta com este aspecto, até ao momento em que se torna mais espesso e de cor amarelada.



Método da temperatura

Este método baseia-se na mediação da temperatura rectal que deve ser avaliada antes de se levantar e em jejum (durante pelo menos seis meses), verificando-se que sobe alguns décimos de grau imediatamente a seguir à ovulação e que se mantém nesse patamar durante alguns dias.
A reduzida eficácia deste método reside no facto de poderem existir oscilações de temperatura sem serem devidas à ovulação.


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Coito interrompido

Neste método o Homem retira o pénis da vagina antes da ejaculação.
A sua eficácia é baixa dado que nas gotas de liquido pré-ejaculatório pode haver espermatozóides que fiquem na vagina antes da interrupção da relação sexual
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Métodos contraceptivos não naturais:

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Os métodos contraceptivos não naturais podem ser:
  • Químicos - são substâncias químicas que podem ser utilizadas para evitar uma gravidez.
  • Mecânicos - são dispositivos que impedem a fecundação e a nidação


  • Métodos Quimicos:

Pílula

Comprimido feito à base de hormonas sintéticas que são similares às hormonas femininas produzidas naturalmente pelos ovários (estrogénio e progesterona).
A pílula impede a ovulação e, consequentemente, uma gravidez.
Existem vários tipos de pílulas que diferem na composição e na dosagem dos derivados hormonais que as constituem.

As pílulas combinadas contêm uma associação de estrogénio e de progesterona de síntese. São tomadas diariamente, em regra durante 21 dias consecutivas, a partir do primeiro dia da mestruação, interrompendo-se a toma durante os restantes dias do ciclo, de modo a ocorrer a menstruação.
As pílulas microprogestativas, sem estrogénio, tomam-se diariamente sem interrupção.

É um método bastante eficaz desde que não existam esquecimentos, a ingestão de outros medicamentos que possm anular o seu efeito e à ocorrência de episódios de vómitos ou diarreia.



Espermicidas


Produtos químicos que podem ser apresentados sob a forma se espuma, creme ou óvulos.
Destroem ou imobilizam os espermatozóides, inibindo a su passagem para o útero. O espermicida deve ser introduzido na vagina antes das relações sexuais.
Usados sozinhos têm uma segurança baixa, mas se forem usados em conjuntos com o preservativo ou o diafragma oferecem uma protecção eficaz.



Injecções hormonais

Injecções constituídas por hormonas que se vão libertando de modo contínuo durante determinado tempo (geralmente são três meses).


Implante


É uma pequena vareta do tamanho de um fósforo que é colocada sob a pele, no lado interno da parte superior do braço.
Vai libertando lentamente uma hormona que evita a libertação mensal de oócitos II do ovário e evita também que o esperma alcance o útero.
A sua eficácia mantém-se por um período de três anos.



Adesivo


Trata-se de um adesivo fino, que pode ser usado em quatro áreas do corpo: nas nádegas, peito (excluindo os seios), costas ou parte externa do membro superior.
Contém hormonas que são rapidamente libertadas através da pele para a corrente sanguínea durante sete dias. Cada adesivo deve ser mudado semanalmente durante três semana, seguido por uma semana "sem adesivo", quando aparece a menstruação.


  • Métodos Mecânicos:

DIU (Dispositivo Intra-Uterino)


Pequeno aparelho em metal e/ou plástico, que é introduzido no útero e que aí permanecerá até acaber a sua validade (3 a 5 anos).Só pode ser colocado ou retidrado numa consulta médica.
O DIU torna o muco da cavidade uterina menos propícia a presença dos espermatozóides e/ou impede a nidação, ou seja, emplantação nas paredes do útero.
Não aconselhável a mulheres jovens que ainda não tiveram filhos.



Diafragma

Cúpula de borracha fina, montada sobre um anel de metal flexível recoberto de borracha. É introduzido na vagina, sobre o colo do útero, pela mulher, ates das relações sexuais.
Este método impede que os espermatozóides atinjam o útero e chegem às trompas de Falópio.
Não se encontra à venda em Portugal.



Preservativo

  • Feminino

Invólucro de borracha que se coloca no interior da vagina.
Estes preservativos impedem que os espermatozoides possam chegem ás trompas de Falópio.


  • Masculino

Saco de borracha muito fino (látex), descartável, que é desenrolado sobre o pénis erecto, antes da relação sexual. Pouco ou nada altera as sensações.
É o único método contraceptivo que evita o contágio das DST (Doenças Sexualmente Transmissíveis), inclusive a SIDA.


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Quando estes métodos não são utilizados regularmente ou adequadamente uma relação sexual pode determinar uma gravidez não desejada. Para estas situações existem dois recursos:


Pilula do dia seguinte


Consiste na toma de uma pílula especial nas 72 horas seguintes ao acto sexual. Quanto mais cedo for tomada, maior será a probabilidade de sucesso. É composta por um derivado de progesterona ou estrogénio e progesterona. Comforme o momento em que é tomada pode impedir a ovulação, a fecundação ou a nidação do embrião.
Pode ter muitos e fortes efeitos secundários devido à elevadissima concentração hormonal.
Não deve ser utilizada como método contraceptivo mas apenas numa situação de emergência.



Interrupção voluntária da gravidez

Um aborto ou interrupção da gravidez é a remoção ou expulsão prematura de um embrião ou feto do útero, resultando na sua morte ou sendo por esta causada.Este provoca o fim da gestação, e consequentemente o fim da vida do feto, mediante técnicas médicas, cirúrgicas entre outras.
Em Portugal, desde o referendo de 2007, tornou-se possivel interromper a gravidez por opção da mulher nas primeiras dez semana de gestação, em estabelecimentos de saúde legalmente autorizados.


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